Estava navegando pela net em busca de conhecimento a respeito de fundações, pois, trata-se de um assunto que tenho bastante interesse. E achei bastante incomum e ao mesmo tempo interessante este tipo de fundação, as Microestacas.
Esta técnica foi executada em um edifício tipo pombalino constituído por dois pisos mais a trapeira, nota-se a grande espessura (variável entre os pisos) das paredes frontais da alvenaria de pedra, as fachadas são constituídas por grandes janelas típicas da época e o pavimento é de madeira com barrote assoalhos por tábuas. A parte abaixo da construção, o sótão, deve ser fruto de alguma intervenção.
É possível que o objetivo desta empreitada seja acrescentar dois pisos inferiores, tendo em vista a altura da escavação, mantendo o edifício original intacto.
No primeiro instante , recalcou-se todo o edifício, acompanhado das paredes frontais pois não há outro tipo de fundações, recorrendo a microestacas de coroa circular, solidarizadas no seu coroamento às paredes por vigas e maciços de recalçamento em concreto armado.
Com a remoção do terreno de sustentação do edifício, foi necessário transferir as cargas de modo continuado para o solo inferior; os maciços encarregam-se da transmissão dessas cargas para as microestacas. A solidarização dos elementos verticais recalcados aos maciços de encabeçamento das microestacas é executada por barras pré-esforçadas.
Seguindo uma sequência lógica de todo o processo seria dessa forma:
-Cravação das microestacas em torno do elemento a recalcar;
-Execução dos maciços de encabeçamento das microestacas;
-Solidarização dos maciços de encabeçamento aos elementos verticais por meio de costura em barras pré- reforçadas;
-Escavação do solo com transferência de cargas para as microestacas e projeção de concreto na base do muro (traseira do edifício) para contenção do terreno;
-Execução de novos maciços de travamento entre microestacas;
- Continuação da escavação até à coroa pretendida e projeção de concreto para o muro.


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